Guia de votação, preparação da sua lista de votação

Esse guia de escolhas dos candidatos e candidatas nesta eleição de Outubro de 2026 passa por entender vários requisitos.

Entender o “porquê” das coisas e se preparar para o dia da votação transformar você, um eleitor comum para um eleitor consciente do seu papel, que realmente fiscaliza e exige resultados dos seus candidatos e candidatas.

Vamos aqui aprofundar alguns temas essenciais para ajudar na sua escolha:

O Caminho do Dinheiro: Entenda as Emendas Parlamentares

Muita gente acha que o deputado “não faz nada” porque não vê obras na sua cidade. O segredo está nas Emendas Parlamentares, que é o dinheiro do Orçamento Federal que os deputados e senadores destinam para obras e serviços específicos. Esse é um tema novo na gestão e governabilidade do Estado brasileiro atualmente, ainda não existe uma boa governança destas emendas, assim o eleitor consciente é quem deve investigar seus candidatos(as), suas coligações, federações e partidos.

Existem três tipos principais que você precisa conhecer para cobrar os candidatos(as):

Emendas de Bancada Estadual: Todo o dinheiro destinado pelo seu estado. É verba grossa, usada para grandes obras (como duplicação de rodovias federais ou grandes hospitais). Dica: É aqui que a união dos deputados do seu estado importa.

Emendas Individuais (Impositivas): Cada deputado e senador tem uma cota pessoal de dinheiro para destinar. Metade desse valor é obrigada por lei a ir para a área da Saúde. É muito comum ver emendas individuais comprando ambulâncias, equipamentos para postos de saúde ou reformando hospitais regionais.

Emendas PIX: Uma modalidade mais recente onde o parlamentar destina o dinheiro diretamente para a conta de uma prefeitura ou de uma entidade privada sem fins lucrativos (como uma APAE ou clube de mães). É dinheiro rápido, mas que exige muita transparência para não virar cabide eleitoral.

Como usar isso na sua pesquisa?

Ao pesquisar um deputado que quer se reeleger, não pergunte apenas “o que você promete?”. Pergunte: “Quanto de emenda parlamentar você destinou para a minha região nos últimos 4 anos e onde esse dinheiro foi aplicado?”.

As Regras do Jogo: Federações x Coligações

Para não errar na hora de escolher o partido, você precisa entender uma regra recente que mudou a política brasileira. A confusão entre esses dois termos é comum, mas a diferença é gigante:

Coligações (Apenas para Presidente, Governador e Senador):

Os partidos se juntam apenas para a eleição. Eles lançam um candidato a governador, por exemplo, e vários partidos apoiam. Se o candidato ganhar, a coligação acaba no dia da posse. Cada partido segue seu próprio caminho no governo.

Federações (Apenas para Deputados):

Aqui a coisa é complexa e séria. Partidos se unem para formar um bloco único que dura, no mínimo, 4 anos. Eles precisam atuar juntos no Congresso, seguir a mesma liderança e obedecer ao mesmo estatuto.

O impacto no seu voto: Como explicamos no “segredo do voto proporcional”, o seu voto vai para o bolo do partido. Se o seu candidato está em um partido que faz parte de uma Federação, o seu voto conta para o bolo de todos os partidos da federação. Por isso, pesquisar a ideologia da federação inteira é mais importante do que olhar apenas o partido do candidato.

No lugar de receber no caminho da votação, algum papel de algum panfleteiro de um candidato(a), minha sugestão é um papel com a lista que você montou antes deste dia para dar agilidade na Cabine de votação.

A urna eletrônica é rápida, mas a cabine de votação pode ser estressante, e você não pode levar o celular. Esquecer um número ou se confundir na ordem é um risco real. Veja como montar a lista em papel correta para facilitar a votação na urna:

O que você precisa levar:

Um pedaço de papel pequeno (do tamanho de um post-it ou uma folha de caderno dobrada).

Uma caneta esferográfica (azul ou preta).

Como organizar a lista de votação (de cima para baixo):

A ordem em que a urna pede os votos é fixa. Escreva na mesma ordem para o seu cérebro não se perder:

1. DEPUTADO FEDERAL (4 números) – Nome do candidato e Partido

2. DEPUTADO ESTADUAL (5 números) – Nome do candidato e Partido

3. SENADOR 1 (3 números) – Nome do candidato

4. SENADOR 2 (3 números) – Nome do candidato (Lembre-se: números diferentes!)

5. GOVERNADOR (2 números) – Nome do candidato

6. PRESIDENTE (2 números) – Nome do candidato

Dicas de Ouro para a hora do voto:

Confirme na tela: Depois de digitar os números, a tela vai mostrar a foto e o nome do candidato. Se a foto não aparecer ou o nome for de outro partido (o que acontece no sistema proporcional), apague (tecla CORRIGE) e confira se não digitou errado. Só aperte “CONFIRMA” quando tiver certeza.

Use abreviações: Se o nome do candidato for grande, crie um código na sua colinha (ex: “João da Saúde” ou “Professora Maria”).

Leve a caneta: Embora a maioria dos locais de votação tenha canetas na mesa, levar a sua evita frustração e perda de tempo.

O fim da jornada: Após confirmar o último voto (Presidente), a urna exibirá a mensagem “FIM”. Só então você pode sair da cabine.