Primeiro Festival de Cultura GerArte – O Teatro dentro da Sala de Aula
Este será o primeiro festival de Teatro Estudantil para alunos do Ensino Médio da GerArte. Nossa iniciativa busca promover através do teatro a formação cultural dos alunos e alunas das escolas públicas de ensino médio.
Queremos através da leitura de textos, montagem de roteiros, e encenação de peças de teatro com textos brasileiros utilizados nos vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) com objetivo de ampliar o conhecimento dos autores e autoras da literatura brasileira e desenvolver nos jovens a comunicação em público.
Um trabalho multidisciplinar que possa ao lado dos professores, professoras e direção das escolas, grupos de teatro, estudantes universitários de faculdades de Artes que possam orientar nas leituras, roteiros e nas montagens das peças e participar do Festival GeArte de Teatro na Sala de Aula, nas escolas e também possam ser gravados e transmitidos para o público local, sua comunidade, alunos, alunas, professores, professoras, responsáveis e funcionários.
O Teatro têm uma força transformadora para manter os alunos nas escolas e dar a eles novos horizontes através desta iniciativa. Assim vamos listar aqui uma lista de livros e autores que queremos trazer para debates nas escolas.
Esse projeto segue uma inspiração que tive durante um trabalho que atuei como voluntário no Instituto Unibanco nos anos 2014 chamado “Estudar Vale a Pena” quando trouxemos histórias de pessoas da periferia que superaram à adversidade e construíram suas vidas com realizações que abraçavam as pessoas a sua volta.
Agora o que busco com esse festival e trazer a prática cultural para os jovens estudantes de ensino médio para a produção de peças curtas que possam ser montadas dentro das escolas, nos Centros de Educação Unificado (CEU) e outros ambientes culturais que temos nas cidades.
Vamos iniciar com a seleção de autores e autoras e suas obras literárias que serão utilizadas para a definição de roteiros das peças que serão montadas. Vamos usar obras da literatura brasileira que comumente são abordadas nos vestibulares do Brasil
Seleção de Autores brasileiros que podemos escolher textos para criar os roteiros e adaptações de peças de teatro nas escolas:
Machado de Assis, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Conceição Evaristo, Djamila Ribeiro, Julia Lopes de Almeida, Lygia Fagundes Telles, Narcisa Amália, Nísia Floresta, Paulina Chiziane, Rachel de Queiroz, Carolina Maria de Jesus, entre muitas outras.
Considerem também peças adaptadas de romances, contos ou textos teatrais já encenados que poderão ser utilizados como exemplos de estudo nas salas de aula:
Nelson Rodrigues por Ele Mesmo (2014)
Baseado no livro homônimo editado por Sônia Rodrigues em 2012 com impressões de Nelson Rodrigues acerca de sua própria figura, o espetáculo nasceu como um possível monólogo que promove uma leitura acerca da figura do clássico dramaturgo carioca.
A Casa dos Budas Ditosos (2003)
É uma transposição fiel do livro homônimo de João Ubaldo Ribeiro (1941-2014) para os palcos. Sob a direção de Domingos de Oliveira (1936-2019), o solo traz para a cena uma baiana de 68 anos que narra suas aventuras sexuais ao longo da vida, e faz um tratado sobre sexualidade, moral, ética e a hipocrisia dos costumes sociais.
Amar, Verbo Intransitivo:
Baseada no romance de Mário de Andrade publicado em 1927, a peça Amar, Verbo Intransitivo. Na trama, Elza é uma imigrante alemã contratada para ser preceptora amorosa e sexual do jovem Carlos, o primogênito herdeiro de uma família tradicional paulista dos anos 1920.
Quarto de Despejo:
Quarto de despejo. Diário de uma Favelada, aclamada obra de Carolina Maria de Jesus, foi adaptada para o teatro com a peça – Eu Amarelo: Carolina Maria de Jesus. Com dramaturgia de Elissandro de Aquino e direção de Isaac Bernat, o espetáculo é um solo que recupera as memórias retratadas pela autora em seu romance. No enredo, o público acompanha a ex-catadora de papel que se transformou em uma das maiores escritoras nacionais, em seus duros relatos do cotidiano vivido nas comunidades de São Paulo, assim como as injustiças, sofrimentos e angústias da vida marginalizada.
Memórias Póstumas de Brás Cubas:
A obra clássica de Machado de Assis também já foi muito adaptada aos palcos. Em 2017, Regina Galdino montou uma versão musical da narrativa com Marcos Damigo como protagonista. Dentre suas características, o espetáculo guardou o tom irônico e irreverente do protagonista do livro, Brás Cubas, um homem rico e antiético que, ao narrar sua história de vida, realiza uma crítica mordaz à sociedade aristocrática de seu período.
Ensaio Sobre a Cegueira:
Um dos textos mais aclamados da língua portuguesa, Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, também já foi adaptado para o teatro. O romance, publicado em 1995, e em 1998 recebeu o prêmio Nobel de literatura, traz uma realidade na qual as pessoas são subitamente acometidas pela cegueira.
O Cortiço:
O cortiço, clássico da literatura nacional escrito pelo escritor maranhense Aluísio Azevedo, foi inspiração para a peça Bertoleza, da Gargarejo Cia. Teatral. O espetáculo foi um musical dirigido por Anderson Claudir e propôs a releitura do drama a partir do olhar da mulher escravizada, Bertoleza, que também é companheira do protagonista do romance, o português João Romão. Na narrativa original, João é dono de uma pedreira, da taverna e do cortiço local que nomeia o romance, e Bertoleza, na esperança de conquistar sua alforria e casar com o português, trabalha arduamente.
Essas iniciativas devem envolver toda a comunidade escolar, além de trazer estudantes universitários de faculdades de Artes para apoiarem os professores e professoras na criação dos textos e roteiros das peças e as montagens das mesmas.
Dentro desta iniciativa, a equipe de produção será constituída por alunos, alunas, professores e professoras das escolas, com apoio de alunos universitários voluntários das faculdades de Artes de São Paulo interessados em teatro e produção de eventos.
São vários os papéis que os alunos e alunas podem participar:
direção, com apoio dos professores e professoras
cenografia, com apoio de grupos de teatro e estudantes universitários de faculdades de Artes Cênicas.
figurinos, com apoio de costureiras e brechós da região da escola, com envolvimento da comunidade.
iluminação, com apoio das áreas de suporte de infraestrutura das escolas e bombeiros.
divulgação pela escola, alunos, alunas e nas redes sociais
atores por alunos e alunas.
atrizes por alunos e alunas.
roteiristas por alunos e alunas.
Essa iniciativa deve buscar parcerias da Secretária de Educação Estadual, dos órgãos culturais das cidades, da comunidade local, comerciantes, empresas e instituições educacionais diversas que desejem apoiar a iniciativa.
Secretaria da Educação de São Paulo; Instituto Unibanco; Itaú Social; Instituto Airton Sena; entre outros são algumas entidades que devemos buscar.
Negocie com empresas locais para fornecerem materiais para cenografia, figurino e outros itens necessários.
Ainda não temos um calendário para esse evento, mas nosso desenho e passar o primeiro semestre deste ano para o planejamento e a execução no segundo semestre.
Esse calendário do festival deve evitar conflitos com outras atividades acadêmicas das Escolas.
O espaço de apresentação deve usar os espaços das escolas e auditórios ou espaços culturais da região.
Pátio da escola quando não houver auditório ou quadra esportiva.
Considere a possibilidade de transmitir as peças pelos canais online dos alunos, utilizando recursos tecnológicos disponíveis.
Transmissão por redes sociais das escolas, esse processo deve ter a supervisão da direção das escolas.
A divulgação do Festival de Cultura GerArte O Teatro da sala de aula deve utilizar cartazes, redes sociais, sites escolares e outros meios para divulgar o evento.
Divulgação com cartazes nas escolas e nas salas de aula
Para aumentar a participação dos alunos e alunas devemos promover oficinas de teatro, palestras e peças que ajudem a divulgar o Festival nas escolas.
Dentro das atividades devemos criar premiações para incentivar a participação ativa dos estudantes e diplomas de participação de todos que apoiarem o Festival.
Lembrando que a adaptação das obras para o formato teatral deve ser feita respeitando os direitos autorais e, se possível, com autorização dos detentores dos direitos. Além disso, é importante garantir que o evento seja inclusivo e acessível a todos os alunos.
Agradeço sempre, que esse projeto chegue às autoridades de Educação e Cultura deste Brasil.









