Due diligence na escolha política

Primeiro vamos trazer uma breve explicação do que é Due diligence

Due diligence, de forma simples, é como uma “inspeção completa” que se faz antes de fechar um negócio importante (como comprar uma empresa, investir ou fechar uma parceria).

O objetivo é evitar surpresas: examinar contratos, dívidas, processos judiciais e as contas da empresa para ter certeza de que tudo está em ordem. É o equivalente a levar um carro usado a um mecânico de confiança antes de comprá-lo.

Mas nesse artigo desejo utilizar essa metodologia para fazer a escolha de um candidato a deputado ou deputada federal, fazer uma “verificação prévia” sobre ele ou ela, como se você fosse contratá-lo (a) para um cargo importante.

Na prática, você investigaria:

· Passado jurídico: O candidato (a) responde a processos? Tem condenação por improbidade, corrupção ou crime eleitoral? (consulte sites do TSE, TJ e STF)

· Patrimônio e conflitos: A evolução do patrimônio dele é compatível com a renda? Ele é sócio de empresas que se beneficiam de contratos públicos?

· Cumprimento de promessas: Mandatos anteriores tiveram projetos relevantes? Qual a taxa de presença e o que ele realmente votou?

· Reputação e aliados: Quem financia a campanha? Ele se associa a políticos conhecidos por corrupção?

Assim, você reduz o risco de eleger alguém problemático — exatamente como uma empresa evita comprar um negócio com “passivos ocultos”. É uma forma mais criteriosa de votar.

Esse é o primeiro artigo com foco em trazer um debate sério sobre como fazer uma escolha consciente em outubro.

Uma urna eletrônica que possa avaliar a qualidade do candidato