Esperar um “quando” para ser feliz
Li sobre o tempo,
num recado antigo,
de uma amiga de longa estrada.
Lembro do tempo sem ela,
do tempo ao lado dela,
e do tempo que nos levou por rumos distintos.
Foram tempos de desafios,
de conquistas que nem sempre nos abraçaram.
Como dizia um velho coordenador:
“Não basta cruzar o campo,
vencer os obstáculos,
se ao final não há gol para celebrar.”
E eu esperei…
Antes desse tempo,
durante tantos tempos,
aguardei o dia de ser feliz,
de vibrar um gol que fosse meu.
Mas um dia,
o tempo parou.
O fim chegou, seco, burocrático.
Assinei o adeus,
recebi o diploma
de um único gol marcado,
ao longo de um tempo que passou
sem me ensinar a comemorar.









