Análise dos assuntos do momento

Estive no Bancos & Banking : Crédito e tecnologia transformando a sociedade em 21.05.2025 e encontrei uma amiga dos tempos do 30 Horas, eu saí deste mercado em 2016, ela continua, hoje em um cargo de diretoria, mas isso é outro assunto no nosso PodCast TInossauros. Segue o link https://www.youtube.com/@tinossauros

Mas vim aqui falar da palestra do Miguel Alcoforado.

Resumo das Principais Ideias Apresentadas por Miguel Alcoforado no evento

1. Transformação do Consumidor Financeiro:

A pandemia acelerou a adoção de serviços bancários digitais, redefinindo a relação do consumidor com marcas e produtos.

O produto tornou-se o principal diferencial competitivo, superando canais e marcas em importância para os jovens.

Aqui vejo um ato falho de quem não me parece jovem, mas é bem humorado e divertido ouvir.

2. Desafios Estratégicos para Instituições Financeiras:

Necessidade de integração entre áreas como CMO, CTO e gestão de produtos para criar ofertas alinhadas às expectativas do consumidor.

Confusão entre produto, canal e marca exige estratégias claras para evitar perda de relevância.

Aqui vejo faltar mais gente para construir uma estratégia segura e sustentável, não do negócio, mas do planeta.

3. Personalização e Segmentação:

A segmentação tradicional (ex.: renda) está ultrapassada; é preciso entender comportamentos, necessidades e jornadas específicas.

Exemplo: Cooperativas e fintechs ganham espaço por oferecerem proximidade e soluções customizadas.

Aqui outro ponto em perceber os vários círculos e comunidades esplalhadas por todos os lados. Falta alinhar as avaliações de riscos individuais para as avaliações de grupos que buscam construir algo em cooperação.

4. Jornada Não Linear do Consumidor:

A jornada de compra clássica (modelo de 1923) foi substituída por uma experiência fragmentada, com múltiplos pontos de contato (ex.: WhatsApp, redes sociais).

Consumidores testam, simulam e interagem com produtos antes de comprar, exigindo uma presença contínua das marcas.

Outra coisa que se vê é as ofertas que você recebe após a compra, até frustando a mesma.

5. Importância da Confiança e Acessibilidade:

100 milhões de brasileiros vivem com menos de R$ 500/dia, priorizando facilidade e resolução imediata de problemas sobre fidelidade.

Novos players entram no mercado com propostas simples e digitais, desafiando instituições tradicionais.

Nesse ponto eu concordo em parte, mas vejo que para chegar ao valor acima esses 100 milhões se sujeitam à exploração de sua mão de obra, sem condições de usufruir do mínimo e com isso diminuindo a produtividade do país.

6. Dados e Experiência do Cliente:

A coleta de dados é crítica, mas ainda subutilizada para entender custos e comportamentos.

Exemplos de sucesso em outros setores (ex: varejo, imóveis) mostram como conversas relevantes e pós-venda geram engajamento.

Aqui também concordo, a subutilização dos dados coletados, muitos inúteis para entender o consumidor real.

Sugestões para Novas Pesquisas:

1. Estratégias de Engajamento Pós-Pandemia:

Como instituições financeiras podem manter a relevância em um cenário de hipercompetição e expectativas elevadas?

2. Segmentação Comportamental:

Quais critérios (além de renda) podem ser usados para segmentar consumidores de baixa renda no setor financeiro?

3. Impacto das Cooperativas e Fintechs:

Como cooperativas conseguem taxas de consideração mais altas que grandes bancos? Quais lições podem ser replicadas?

4. Jornada do Consumidor Digital:

Mapear pontos críticos de abandono em jornadas não lineares (ex.: simulação de crédito, uso de apps).

5. Confiança e Vulnerabilidade Financeira:

Como construir confiança com consumidores que têm “pouco a perder” e priorizam facilidade?

6. Uso de Dados para Personalização:

Quais ferramentas de análise de dados são mais eficazes para prever comportamentos e reduzir custos de aquisição?

7. Casos de Sucesso Transsetoriais:

Analisar práticas de setores como varejo (ex.: Magazine Luiza) e imobiliário (ex.: corretores digitais) para adaptação ao financeiro.

8. Sustentabilidade e Inclusão:

Como produtos financeiros podem ser desenhados para atender necessidades específicas de grupos marginalizados (ex.: acesso a crédito sem burocracia)?

Observação Final:

A palestra destaca a urgência de reinventar modelos tradicionais, com foco em agilidade, personalização e uso estratégico de dados.

Novas pesquisas devem priorizar a compreensão profunda do consumidor brasileiro em transformação.

Uma agência bancária do futuro que possa atender a todas as gerações em 2030