Hoje, o Conto Natalino é este…
Era 22h, noite parecia tenebrosa. Trovões, relâmpagos e nada da chuva aparecer. Em casa, todos estavam usando celulares e portáteis, falando com seus amigos.
– Ah como queria estar próximo pra comer um pavê… – diz um amigo próximo, mas que estava com a família há 30 km de onde estava.
E a luz apagou-se. A única coisa que iluminava nas casas eram os piscas piscas, graças aos generosos geradores portáteis de energia, mas que não durariam muito. 23h, 0h, 1h e as luzes que haviam para continuar a ceia de natal eram as velas. Quem estavam ali, em casa, percebeu das memórias que o lugar carregava. Alguém lembrou das aulas de violão, pegou pra tocar “Então é Natal” da Simone e puxou o coro. A chuva diluía todo aquele calor abafado da cidade grande, dentro de um vale, cujo meio ambiente é mal gerido.
A luz somente voltaria 3h da manhã, quase amanhecendo. E o show do Roberto Carlos? E a Missa do Galo? A gente vê depois no streaming.









