Olá pessoal,
Janeiro ainda nem terminou, e já é possível observar padrões que merecem mais do que indignação momentânea. Merecem reflexão profunda.
Em poucas semanas, acompanhamos casos que, apesar de distintos, parecem dialogar entre si. Um animal morto após tortura, com participação e conivência adulta — o que desmonta qualquer tentativa de minimizar a violência como “imaturidade”. Um desaparecimento que completa mais de um mês, cercado por suspeitas graves e pelo silêncio que, historicamente, costuma anteceder desfechos trágicos.
Vimos também uma saudação criminosa em um baile de formatura. Um gesto simbólico, mas carregado de significado: a banalização do que deveria causar espanto. O reabertura de um caso emblemático envolvendo PC Siqueira, lembrando que verdades mal resolvidas não desaparecem — apenas aguardam o momento de vir à tona.
E fora do Brasil, no mesmo estado onde George Floyd foi assassinado, uma sequência perturbadora: denúncias de autoridades usando crianças como isca contra imigrantes, revolta popular, repressão violenta, uma manifestante morta, depois um enfermeiro. Eventos diferentes, mas unidos por um mesmo fio de desumanização.
Diante desse cenário, a pergunta não é apenas social ou política. Ela é também psíquica, emocional e espiritual.
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O que explica a repetição desses fenômenos?
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Por que a violência parece circular, mudar de forma, mas nunca cessar?
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Nossa empatia está se tornando seletiva — acionada apenas quando a dor nos reconhece?
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Ou estamos, enquanto sociedade, vivendo um processo de anestesia emocional coletiva?
Provavelmente, até comentei sobre algumas festas perguntas, anos atrás, mas espero obter respostas de profissionais.
Talvez esse seja um chamado não só para jornalistas, juristas ou autoridades, mas também para psicanalistas, psicólogos, terapeutas e espiritualistas, o que esses ciclos dizem sobre nós? Sobre nossos limites, nossas sombras e nossas omissões?
Refletir sobre isso não é pessimismo. É responsabilidade.
Porque aquilo que não elaboramos, repetimos.
E aquilo que normalizamos, fortalecemos.
Eu sei que vocês, assim como eu, comemoraram as indicações ao Oscar, mas essa publicação fiz no Urbanna.
Ademais, essa publicação que fiz aqui é uma meditação pessoal. Estou tendo que voltar a me tratar da ansiedade e descobri que tinham coisas que precisava me desbloquear.
Para findar, descobri que a Wayback Machine salvou alguns de meus conteúdos, o que me deixou aliviada. Vou colocar em minha página, assim que puder.









