As bandeiras que a EBU anda a esconder, os artistas erguem! – Parte 2

Atenção galera, este post é uma nova parte da reportagem que começamos no nosso site. Leiam a parte 1 antes de vir pra cá, beleza?


A própria EBU compromete gravemente os princípios de liberdade de expressão e diversidade cultural. Ela faz isso ao proibir bandeiras não reconhecidas oficialmente, como as da Palestina ou LGBTQIA+, e ao reprimir manifestações artísticas de solidariedade pelos artistas. A censura desses símbolos e a repressão de vozes dissidentes representam não apenas uma contradição. Elas significam um retrocesso frente ao papel que o Eurovision poderia cumprir como espaço de resistência, empatia e inclusão.

Assim falei no dia 06 de maio, quando tivemos a gigante petição artística que pede a retirada do time israelense do show. Obviamente, sabemos que o barril de pólvora está para estourar no festival – e não há mais chances para a cúpula do show tentar convencer o público: o povão quer o “Fora, Israel” (e os fãs, o “Fora, Martin”).

Desta petição temos nomes que obviamente estão marcados pelo assédio digital, por seus posicionamentos. São os casos de Hatari, Sobral e até La Zarra. E o nome principal (ou um dos) vem do lendário 25 de abril de 1974, cuja data teve comemorações oficiais adiadas este ano. Sim, estamos falando que Paulo de Carvalho está na senha número 1.

A senha número 2 vem dos protestos contra a resolução considerada transfóbica no Reino Unido e nos Estados Unidos. Entre eles estão Nemo, Miriana Conte e Marko Bosnjak neste momento. As vestes deles no tapete de abertura do festival não passarão despercebidas: a comunidade LGBTQIA+ vai denunciar continuamente resoluções apoiadas por extremistas que “juram defender o feminismo” – quando, em sua realidade é abertamente o contrário disso.

E o Eurovision já está aberto, sob vários protestos, sob vários gestos, mas com uma união: pela liberdade de manifestação pacífica e pela criatividade. Bravo aos três!