A Corrida dos Ratos: Entre a Ansiedade e a Esperança

Ah, o fim de ano e as mil vontades de espairar e não conseguir. A esperança é o que me mantém de pé. Acredito que posso superar todos os obstáculos e construir a vida que sempre sonhei. A cada pequena conquista, minha confiança aumenta. A possibilidade de me tornar uma escritora e empreendedora me enche de entusiasmo. Sei que o caminho será longo e desafiador, mas estou pronta para enfrentá-lo.

Ainda mais pra encarar a dona ansiedade, uma sombra que me acompanha desde a infância. A TAG me sabota, me fazendo duvidar de minhas capacidades. Mas, a cada dia que passa, eu tenho que aprender a lidar com esses sentimentos. Trabalhar e cuidar de mim mesma são formas de me fortalecer. A escrita é minha válvula de escape, meu refúgio. Ao colocar meus pensamentos no papel, sinto que tenho mais controle sobre minha vida que qualquer outra pessoa – inclusive aquelas que tenho saudades de passeios e vivências.

Infelizmente, não é todo dia que escrevo, mas sempre consigo acompanhar (mesmo que minimamente) os noticiários. É, as coisas aqui no Brasil estão incabíveis para um parágrafo, até brinquei com um amigo meu um termo que deve simbolizar o que muitos sentem neste momento que estamos vivendo: no capetalismo. É, capetalismo, sem o i. Onde até para ser benzido, abençoado ou até prosperado, tem que pagar o pedágio financeiro.

Se depender dos novos barões das finanças, que não possuem escrúpulos e sequer obedecerão quaisquer regras do jogo de xadrez a qual compõe a nossa democracia contemporânea, já podemos esperar pelas cenas previsíveis dos próximos capítulos e ai do trabalhador reclamar – no que depender desses barões, a jornada de trabalho do capetalismo é a escravidão 7×0, sem direito à home office, ou a qualquer garantia de trabalho em caso de maternidade e/ou paternidade, por exemplo.


Leia pra complementar:

A Grande Guerra
Musk, o queijo e os vermes – parte I
Bem, todos sabemos: o Twitter foi bloqueado no Brasil. O capítulo do bloqueio é apenas um de uma longa batalha que o empresário Elon Musk vem travando contra a democracia brasileira…
Read more

Bem-vindo ao meu churrasco
O fim da escala 6×1 é um refresco no mar de pautas infrutíferas
O fim de semana foi tomado pela grande mobilização em torno do FIM DA ESCALA 6X1 em todas as redes. Ocupou o noticiário. Gerou discussões. E o motivo é óbvio. Estamos todos cansados pra cacete. Uns mais que outros. E queremos ser ouvidos…
Read more


No mundo do capetalismo, você pode ser “livre”, mas que arque do seu bolso tudo, trabalhe ao máximo enquanto eles, os barões, dormem em berço esplêndido. E se conseguir ver seu filho, olha, aí que chamamos de privilégio – você sobreviveu a um estágio do capetalismo.

Parece absurdo, não? Mas é o que milhões de brasileiros, latinos, cidadãos de várias partes do planeta enfrentam. Já ouviu falar da palavra japonesa Karoshi? Pois bem, o significado desta palavra reflete essa realidade. O corpo traduz na exaustão de tamanho tempo longe de casa, de sua convivência, de sua realidade, e não tem ninguém que te prove o contrário – ou reflete-se sobre o Karoshi e o capetalismo ou perdemos (e não é para as máquinas).


Antes de finalizar…

Eu entrevistei a banda de heavy metal Overhead, que fala da jornada nas estradas, nos palcos e nos estúdios. Tá muito bacana, vale a pena ouvir também.

Urbanna News
Overhead: Da Estrada ao Palco
A banda Overhead, conhecida por sua energia contagiante e letras que retratam o cotidiano, completa uma década de estrada com muito rock’n’roll. Em uma conversa exclusiva, os músicos compartilham detalhes dos processos criativos por trás dos álbuns “Na Madrugada de Bar em Bar” e “Ao Vivo no Vitória Rock”. Do barulho das estradas às emoções de um show, a…
Read more