Era como se o peso do mundo pendesse em meus ombros cansados, enquanto minha alma clamava por uma pausa, um respiro, um olhar para dentro de mim.
Percebi, então, que ser forte nunca foi seguir sempre em frente, mas saber quando parar e pedir ajuda ao vento que me faltava.
Com as limitações como minhas companheiras, não inimigas, busquei entender que o equilíbrio não se encontra em vencer o tempo, mas em caminhar ao seu lado, acolhendo cada tropeço como parte do passo.
Recuperar a mente é como refazer as asas, delicadamente, uma pena de cada vez, sabendo que, para voar alto, é preciso primeiro fortalecer o ninho.
Hoje, ainda habito esse lugar de reconstrução e espera, mas já posso sentir o sopro leve da esperança e o retorno do brilho nos olhos, apesar do barulho da pressa.
E, se um dia eu caí entre o que eu queria ser e o que me permitia ser, agora sei que, ao cuidar de mim, cuido também dos sonhos que me habitam.
Porque, no final das contas, não há pressa no voo de quem aprende a voar sob o ritmo do coração.









