#15 – Chegou meu livro, e agora?

Imagem de divulgação de “Consumismo, Moralidade e Excessos da Sociedade Digitalizada”.

Lançar um livro a qual você começa com um artigo que atrai uma editora e depois monta um compilado pra enviar pra ela, admito, é uma gostosa e trabalhosa tarefa.

Trabalhosa, porque você precisa reunir toda a bibliografia, catalogar (aliás, obrigado Zotero pelo papel fundamental nesta parte), montar a estrutura do livro, inserir conteúdo. Além de reunir com a editora pra conhecer todos os detalhes e participar da criação do exemplar modelo.

Depois, acalmar os ânimos próprios e também de quem estava ali torcendo pela chegada de seu livro. É a história do “forninho” das obras que você monta pra galera, já havia lançado dois livros anteriormente e de maneira digital. E fica mais empolgante quando tem um grupo de trabalho, uma editora, que vai lá e acredita no seu texto e no potencial.

Depois que saí do banco, no final de 2023, senti que precisava de mais que um trabalho, precisava de um novo desenvolvimento pra conseguir alcançar o que viso em mente e a ideia, que depois resultou em vencer o processo seletivo pra ser professora foi vital.

Como nunca fui professora – e tenho referencias na família, no máximo fazia uma apresentação ou outra pra colegas de trabalho, comecei a receber um preparo, percebi a diferença de gerações (afinal, são 15 anos de diferença da minha entrada no ensino médio pra lecionar nas salas, mais a pandemia – ainda há sequelas dela, digo, no que refere ao ensino dos alunos).

Também tive que focar no conteúdo pra apresentar nas salas, algo que não é moleza, mas quando você é professor de primeira viagem, você aprende junto e aprimora suas habilidades (ou skills). Em tese, são menos horas de trabalho, mas na prática você tem que englobar as horas de preparo da aula, da atualização de conteúdo, os finais de semanas letivos. E novamente entra a questão da ansiedade aqui, pois você quer que dê certo e se empenha pra que eles estejam preparados pras salas da faculdades, dos escritórios, da vida como um todo.

Digo isso sobre as salas de aulas, pois esta semana, recebi o primeiro exemplar do livro em casa e, quando fui contar a novidade no grupo, eu fiquei surpresa com o carinho e a recepção, mais o reconhecimento que sonhava em ter lá atrás, mas veio. Veio pelos alunos, colegas, coordenadores e diretores das duas Etecs de Santana de Parnaíba e sou muito grata por essa valorização neste começo de carreira nova.

Agora, vamos falar do que vem a seguir…

O artigo que virou livro era apenas o começo, pois pretendo fazer o mestrado, já tenho ideias de transformar numa tese (e vai englobar alguns trabalhos a mais). Também vou preparar agendas pra poder participar e realizar cafés sobre a temática do livro e as referências dele tanto para as escolas quanto para o público geral.

E, claro, contar com o pessoal da Editora Dialética nesta jornada de divulgação que está apenas começando. Aliás, pra quem não puder ler e precisar da acessibilidade, o livro também está presente em audiobook.