#16 – Catástrofes Climáticas e o Impacto na População Vulnerável

Assim escreveram os Casseta e Planeta em seu Grande Livro dos Pensamentos (Record, 1994):

O Brasil é um paraíso. Não temos vulcão, não temos terremoto e não temos a menor ideia de como vamos pagar a prestação da TV no fim do mês.

Porém, não dá mais pra chamar de paraíso, no sentido geográfico da palavra como o grupo abordou. Afinal, as catástrofes climáticas estão por aqui e o que já era ruim ficará pior com os Niños e Niñas passando e deixando os seus rastros destrutivos. E quando falamos de rastros, recentemente, estamos falando das cheias que deixaram muitos rastros destrutivos no Rio Grande do Sul.

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Quero falar aqui das populações vulneráveis, que são aquelas que, devido a fatores socioeconômicos, geográficos e políticos, têm menos capacidade de se adaptar e responder a essas mudanças drásticas, provocadas de maneira global.

Quando falo de maneira global, é porque temos o mercado que buscou, por anos, potencializar o consumo de poluentes nos produtos de nosso dia a dia; também temos o estado, os países, que – por conta da Guerra Fria – seguiram as tendências do mercado e incentivando o consumo na sociedade; aliás, a sociedade também participa quando desempenha o papel do consumo rápido e inquestionável e sem pensar no seu papel para as gerações que receberão legados como este aqui.

Desta geração atual, quando falamos sobre essas populações estamos falando de comunidades de baixa renda, povos indígenas, idosos, crianças, pessoas com deficiência e moradores de áreas de risco – que, aliás, já estão recebendo este legado de lixo, como mostra a imagem do Deserto do Atacama.

Esta população, claro, é a mais atingida – e quando falamos nela, vamos buscar comentar novamente alguns pontos abordados no post que publiquei na Prensa e no livro:

Em 2019, para cada 100 homens em situação de pobreza, haviam 112,7 mulheres na mesma situação.

Ou seja, existe a feminização da pobreza e vulnerabilidade e, pior, ainda há dogmas sobre o papel da mulher na sociedade.

Segundo a The Economist, há países que podem entrar em extinção dentro de 20 gerações, devido a este processo sócio político-religioso.

A natureza pode não ver a condição social de quem foi, de quem será atingido, mas é certo falar que em todos os eventos que a envolvem como uma chamada “sua resposta” a uma série de ações humanas na Terra e no Espaço – afinal, tivemos foguetes, satélites e outros recursos lançados para sua exploração – a atingem e, devido a polarização que aconteceu nos últimos anos no Brasil, será necessário um chamado urgente (já realizado pelo pronunciamento da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva) para que tenhamos a conscientização sobre o que mais se falou tão bem do Brasil: a capacidade do Estado de União e Solidariedade entre nós.

Ao mesmo tempo que temos que abordar essa capacidade que temos e somos capazes, temos que falar sobre as negligências do Estado a assistência aos vulneráveis, na ocasião dos governantes do laissez-faire para o mercado. Essa assitência deveria ter sido feita antes, com:

Investimento em Infraestrutura: Através de moradias seguras, infraestrutura resistente e melhor coleta seletiva dos chamados resíduos sólidos.

Educação e Capacitação: Programas de educação e capacitação para que as comunidades possam se preparar e responder a desastres, além de saírem do estado de vulnerabilidade.

Acesso a Recursos: Facilitar o acesso a recursos financeiros e de saúde, incluindo seguros contra desastres e serviços de emergência.

Políticas Inclusivas: Implementação de políticas que levem em consideração as necessidades específicas das populações vulneráveis, garantindo que elas não sejam deixadas para trás e consigam sair deste estado.

Ou seja, estamos vivenciando um desafio global que exige uma resposta coordenada, inclusiva e justa. Proteger as populações vulneráveis deve ser uma prioridade, não apenas por uma questão de justiça social, mas também porque a resiliência delas é essencial para a construção de sociedades mais justas, sustentáveis, inclusivas e unidas.

Estou apoiando e divulgando as ações da CUFA no Rio Grande do Sul e nos demais estados do Brasil. Para saber o que eles estão mais precisando e poder ajudar, acesse o link.

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