Sabe quando você sonha com um bichinho fofinho, pet, que se comporta como o Stitch? Pois bem, tem gente que teve o privilégio de ter um Stitch na sua vida. Não aquele alienígena azul destruidor de planetas, claro, mas um companheiro de quatro patas (ou talvez duas, ou nenhuma, vai saber!) que personificava a mesma energia caótica e o amor incondicional da criatura de Lilo & Stitch.
Imagine a cena: você chega em casa depois de um dia exaustivo e, em vez de um rabo abanando timidamente, é recebido por um furacão de pelos e alegria descontrolada. Seus chinelos? Provavelmente já viraram um troféu de guerra em algum canto da casa. Seus móveis? Bem, digamos que eles ganharam uma “customização” única e inesperada. A paz e o silêncio? Ah, esses são artigos de luxo há muito esquecidos.
Mas, em meio ao caos engraçado e às travessuras surpreendentes, havia algo de mágico. Era o olhar leal, a cabeça apoiada no seu colo nos momentos de tristeza, a lambida carinhosa que parecia dissolver qualquer problema. Era a certeza de ter ao lado um ser que te amava com uma intensidade avassaladora, da mesma forma que Stitch amava Lilo, apesar de todas as suas peculiaridades.
Ter um “Stitch” em casa era uma montanha-russa de emoções. Exigia paciência de Jó, senso de humor afiado e uma boa dose de resiliência para lidar com os imprevistos. Mas, no final das contas, a bagunça, os sapatos roídos e os sustos ocasionais eram pequenos preços a pagar pelo amor genuíno e pela alegria contagiante que só um serzinho especial como aquele poderia proporcionar. E, no fundo, quem não gostaria de ter um pouquinho daquela energia caótica e daquele amor incondicional em suas vidas?
Antes de sair: o texto demorou pra sair, pois foi-se um dos Stitchs que eu tive a honra de partilhar momentos. E dedico o texto à família do grandão.









