Para encorajar alguém que sofreu uma fraude bancária, é essencial combinar apoio emocional com orientações práticas. Aqui estão formas efetivas de ajudar:
1. Valide os sentimentos da vítima (sem julgamento):
– Diga:
“É normal sentir raiva, medo ou culpa. Isso NÃO foi sua falha. Os golpistas são profissionais que enganam até pessoas cautelosas.”
– Evite frases como: “Como você caiu nisso?” ou “Eu nunca teria clicado nisso”. Isso aumenta a vergonha.
2. Reforce que a CULPA É DO GOLPISTA (não dela):
– Explique:
.O criminoso usou táticas de psicologia para pressionar você. Isso é crime, e você é a vítima.
Quando você recebe uma ligação telefônica dizendo que é do banco, não existe uma forma de saber se o telefone é de um funcionário do banco ou não.
3. Destaque os PRÓXIMOS PASSOS (para recuperar o controle):
– Ofereça ajuda concreta:
“Vamos juntos ao banco? Te ajudo a preparar as perguntas e a documentação.”
– Liste ações imediatas:
✅ Bloquear cartões e acessos comprometidos;
✅ Listar as transações que você reconhece como fraudulentas;
✅ Listar o contato e horário em que ocorreu a fraude;
✅ Ligar para o banco, abrir um protocolo de atendimento sobre a fraude bancária;
✅ Exportar as mensagens e áudios se houver para um arquivo;
✅ Listar o destinatário para onde foi o crédito, nome, banco, agência, conta, chave pix.
✅ Registrar BO na Delegacia On line ou presencialmente (ofereça-se para acompanhar).
✅ Solicitar estorno ao banco por escrito e a resposta do banco também por escrito.
✅ Comunicar-se com o Bacen (reclamação via [Portal do cidadão](https://www.bcb.gov.br/atendimentopublico)).
4. Tranquilize sobre a possibilidade da RECUPERAÇÃO FINANCEIRA:
– Informe:
“Pela regulamentação do Bacen, bancos geralmente devem ressarcir valores em fraudes sem envolvimento da vítima. Vamos exigir isso.”
– Dica: Cite casos conhecidos de restituição para dar esperança.
5. Ensine sobre PREVENÇÃO FUTURA (sem culpar):
– Compartilhe dicas simples:
“Daqui para frente: desconfie de ligações inesperadas, nunca passe dados por telefone e use o app oficial do banco para verificar alertas.”
– Sugira: Ativar autenticação em dois fatores e limites diários para transferências.
6. Ofereça SUPORTE CONTÍNUO:
– Mantenha contato:
“Posso ligar amanhã para saber como foi no banco?”
– Compartilhe recursos:
▶ Canal do Bacen: 145 (telefone)
▶ [Orientação sobre fraudes](https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira/fraudes)
▶ Procon para mediação.
7. Lembre-a de seus DIREITOS:
– Reforce:
“Você tem direito a:
• Estorno dos valores roubados (Resolução Bacen nº 4.898/2021).
• Acesso à investigação do banco.
• Indenização por danos morais se houver negligência do banco.”
Frases-chave de incentivo:
> “Isso vai passar. Você está tomando as atitudes corretas agora, e isso é o mais importante.”
> “Fraude não define sua inteligência. Golpistas evoluem rápido, e qualquer um pode ser pego desprevenido.”
> “Você não está sozinha. Vamos resolver isso juntos.”
❌ O que NÃO dizer:
– “Era óbvio que era golpe…”
– “Por que não verificou antes?”
– “Dinheiro some, vida que segue…” (minimiza a dor).
Apoio psicológico:
Se perceber que a pessoa está paralisada, ansiosa ou deprimida:
> “Passar por um trauma assim é desgastante. Conversar com um profissional pode te ajudar a processar isso. Posso te ajudar a buscar apoio?”
Resumo:
Combine empatia (“sinto muito, isso é horrível”), ação (“vamos resolver”) e informação (“seus direitos vão te proteger”). Mostrar caminhos concretos restaura a sensação de controle, que é o melhor antídoto contra o desespero. 💙









