Ela é meu maior exemplo até hoje

Ela cuidou de me dar um caminho, não foi só me criar, educar, alimentar, foi me colocar numa trajetória que me fez ir longe, me protegeu e apoiou.

Sou o mais velho, lembro pouco dos primeiros anos, mas sei que fui carregado em um carro de boi na infância pelo meu avô paterno. Depois lembro de ter ido morar na Capital, num bairro distante do centro, numa rua sem luz, água de uma cisterna.

Meu pai era dobrador numa siderúrgica e assim podia frequentar uma escola infantil.

Contam que bem novo, quando cheguei lá, fugi, desejava voltar para o interior. Alguém me achou e levou de volta. Chegando em casa, ela pergunta onde eu estava indo, disse na vó.

Um tempo se passou e meu pai saiu da companhia e desempregado foi a convite de um amigo buscar trabalho em São Paulo.

Minha mãe ficou com todos nós, tempos difíceis, mas logo, ela e meus irmãos e irmãs voltaram para o Interior de Minas Gerais, enquanto meu pai continou São Paulo.

Eu fiquei. Fui morar com um compadre do meu pai, Sr. Antônio, pois eu já estava no ginásio, quinta série e estamos no meio do ano, foi meu primeiro estágio de amadurecimento, estudava pela manhã, voltava, almoçava e depois ficava num campo ao lado da casa, ou no campo de várzea perto da escola.

Ao término do ano também fui para o interior de Minas Gerais e foi um período muito divertido por encontrar meus primos e primas, avós maternos e avó paterna, tios, tias, muitas acomodações e passeios por todos os bairros da cidade.

Logo minha mãe e minhas irmãs menores e um irmão mais novo mudam para São Paulo para morar com meu pai. Fiquei eu, uma irmã e um irmão, todos que já estavam estudando naquele momento.

A história continua outro dia…