Toda escolha é resultado de tudo a nossa volta, mas cada escolha abre novas oportunidades e desafios.
Algumas escolhas são irrelevantes para alguns e importantes para você, mas com o tempo, o que era importante pra você se torna irrelevante e vice versa.
Escolhas são feitas com a nossa intenção de construir algo novo, dentro da gente e fora, mas podem destruir algo em outra pessoa ou em nós mesmos.
Minhas escolhas certas e erradas se confundiram mas me trouxeram até aqui, passei e cheguei a entrar numa USP, mas isso não tornou um filósofo, nem professor.
Escolhi acompanhar meu pai, quando não mais precisava ou fazia, uma escolha que mudou a minha vida e de outra pessoa, além de todos a nossa volta.
A escolha anterior me trouxe uma caminhada que me tirou de casa e junto com ela criamos uma nova família, junto novas obrigações e experiências que mudaram meu rumo profissional.
As escolhas profissionais não foram bem planejadas, mas a dedicação e persistência trouxe reconhecimento e indicações que mudaram minha trajetória.
Uma escolha do meu nome para um projeto mesmo sem uma graduação me colocou na vanguarda tecnológica do sistema bancário brasileiro, algo que eu nem sabia.
Foram tempos corridos de muito trabalho e desafios todos os dias que escolhi enfrentar. Todos estávamos construindo uma nova forma de fazer banco.
As escolhas das soluções passavam sempre por uma contribuição minha e isso me fazia crescer e abraçar aquilo como algo meu. Fiquei sem férias por alguns anos até perceber que estava atrapalhando minha vida em casa.
Numa avaliação onde esperava ter o reconhecimento do tempo dedicado e dos resultados, ouvi que minha ansiedade em entregar os projetos me atrapalhava, escolhi falar com quem me levou para aquela posição.
A escolha de conversar me salvou de algo que já havia planejado, deixar o trabalho sem ter algo em vista. Muita coisa mudou, até quem me avaliou.
A escolha de um novo gestor me trouxe reconhecimento e mais que isso valorização, férias marcadas, horas extras pagas e sobre aviso, algo que não estava nas minhas preocupações.
Fui escolhido como profissional do ano, pena que naquele momento não tinha um prêmio em dinheiro, mas aquilo me ajudou a prosseguir e evoluir.
Escolhi voltar a estudar, algo que sempre fiz com resultados ruins após terminar o ensino fundamental. Vou voltar um pouco.
Após terminar o primário, comecei na escola estadual para fazer um curso regular, trabalhava das 8h às 17h. Demorava quase duas horas para voltar pra casa. Na escola, mais tempo ficava no corredor ou no pátio conversando, nisso foram dois anos.
Chegou o período do alistamento militar, essa foi outra história, cheia de escolhas rápidas para saber como sair das armadilhas daquela época. Conto isso depois.
Quando escolheram me dispensar após um pedido que eu era arrumo de família, escolhi começar um curso técnico e fui fazer eletrônica, foram três anos, um período pela manhã, enquanto trabalhava de madrugada e depois à noite.
O curso técnico foi uma preocupação com a carreira profissional, foi uma escolha para melhorar minha atuação, depois de mecanógrafo, buscava me capacitar mais.









