Iniciativas de pesquisas de Astha Kapoor

Astha Kapoor, através do Aapti Institute, que ela co-fundou, está na vanguarda da pesquisa e da criação de iniciativas práticas sobre cooperativas de dados e governança digital. Abaixo está uma lista das principais iniciativas e pesquisas associadas a seu trabalho.

Iniciativas e Pesquisas Lideradas pelo Aapti Institute

O Aapti Institute é o principal veículo para a materialização do pensamento de Astha Kapoor. Suas iniciativas são majoritariamente projetos de pesquisa aplicada e pilotos para testar modelos de governança de dados.

1. Data Economy Lab (Laboratório de Economia de Dados)

· Descrição: Esta é uma iniciativa central do Aapti. O laboratório atua como um espaço para conceber, projetar e pilotar novos modelos de governança de dados que coloquem os indivíduos e as comunidades no centro.

· Foco: Explorar como estruturas como data trusts (fundos de dados) e cooperativas de dados podem funcionar na prática, especialmente no contexto do Sul Global.

2. Projeto de Piloto de Mobilidade e Dados (em parceria com a Ola Mobility Institute)

· Descrição: Um projeto prático para explorar a criação de um data trust para o setor de mobilidade na Índia. A ideia era criar uma estrutura onde dados de viagem (gerados por motoristas e passageiros) pudessem ser agregados e gerenciados por uma entidade fiduciária para beneficiar a comunidade como um todo, sem violar a privacidade individual.

· Objetivo: Gerar insights para melhorar a infraestrutura urbana, tornar as estradas mais seguras e, potencialmente, devolver valor aos geradores de dados (motoristas e cidadãos).

3. Projeto de Piloto de Dados de Saúde (The Health Data Governance Project)

· Descrição: Pesquisa e advocacy para criar um modelo de governança consentida e segura para dados de saúde na Índia. O foco é garantir que os dados dos pacientes possam ser usados para o bem público (como pesquisa de doenças) sem violar a confiança ou a privacidade.

· Objetivo: Desenvolver princípios e um modelo operacional para um data trust de saúde, onde os cidadãos têm voz ativa sobre como seus dados sensíveis são utilizados.

4. The Feminist Data Manifesto (O Manifesto de Dados Feminista)

· Descrição: Uma iniciativa de pesquisa e publicação que analisa a interseção entre dados, tecnologia e gênero. O manifesto argumenta que a economia de dados atual explora e amplifica as desigualdades de gênero existentes.

· Objetivo: Propor um novo paradigma para uma economia de dados feminista, que seja inclusiva, equitativa e justa. Este trabalho está alinhado com a visão de que a governança de dados deve servir para empoderar grupos marginalizados.

5. Pesquisa sobre a India’s Data Empowerment and Protection Architecture (DEPA)

· Descrição: O Aapti Institute tem sido um centro crítico de pesquisa e análise sobre a DEPA, uma proposta inovadora de framework de governança de dados da Índia que se assemelha a um modelo de consentimento portável. Kapoor e sua equipe analisam seus prós, contras e implementação prática.

· Objetivo: Garantir que frameworks nacionais como a DEPa sejam eficazes, protejam os cidadãos e realmente lhes concedam poder e agência sobre seus dados.

Exemplos de Cooperativas de Dados no Mundo (Contexto Global)

É importante notar que o conceito defendido por Astha Kapoor está sendo testado globalmente. Aqui estão alguns exemplos emblemáticos de iniciativas que se alinham com a visão que ela promove:

1. Driver’s Seat Cooperative (EUA)

· O que é: Uma cooperativa de dados pertencente a trabalhadores de plataformas (motoristas de Uber, Lyft, entregadores).

· Como funciona: Os motoristas conectam seus apps à cooperativa, que agrega e analisa seus dados de ganhos, horas trabalhadas e despesas. A cooperativa então vende insights anonimizados e agregados para municípios e empresas de planejamento urbano.

· Benefício: Os motoristas recebem uma parte dos lucros e obtém insights valiosos sobre sua própria produtividade, enquanto as cidades recebem dados melhores para planejar o transporte.

2. Midata (Reino Unido, Suíça e outros)

· O que é: Uma iniciativa que permite aos cidadãos coletar e controlar seus dados pessoais de consumo (ex: energia, telecomunicações, finanças) em uma única “caixa-forte” de dados (personal data store).

· Como funciona: Os indivíduos podem então, de forma segura e controlada, compartilhar esses dados com serviços que oferecem melhores tarifas, produtos personalizados ou insights úteis.

· Benefício: Dá poder de negociação ao consumidor e fomenta a inovação em serviços baseados em dados com consentimento.

3. Salus Coop (Espanha)

· O que é: A primeira cooperativa de saúde da Europa orientada por dados.

· Como funciona: Os membros (cidadãos) depositam seus dados de saúde na cooperativa, que é governada por eles. A cooperativa facilita o uso desses dados para pesquisa médica de forma ética e segura, garantindo que os membros se beneficiem dos avanços e da renda gerada.

· Benefício: Acelera a pesquisa médica enquanto protege a privacidade e garante que os pacientes não sejam apenas “fontes de dados”, mas beneficiários diretos.

4. Sardex (Itália)

· O que é: Um circuito de crédito mutual (moeda complementar) na Sardenha que opera como uma cooperativa.

· Como funciona: Embora não seja estritamente uma cooperativa de dados, é um exemplo clássico de como a governança comunitária de dados de transação pode revitalizar uma economia local. As empresas membros trocam bens e serviços usando a moeda Sardex, e os dados dessas transações são gerenciados pela comunidade para oferecer crédito e fomentar negócios locais.

· Benefício: Fortalece a economia circular local e demonstra o poder de estruturas cooperativas para gerenciar informações econômicas.

Em resumo, o trabalho de Astha Kapoor, via Aapti Institute, foca em pesquisar, projetar e pilotar os modelos teóricos das cooperativas de dados, adaptando-os ao contexto indiano e global. As iniciativas listadas na segunda seção mostram como esse conceito está ganhando vida prática em diversos setores ao redor do mundo, validando a visão que ela e outros pensadores defendem.

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