São Paulo não escolheu os vulneráveis

São Paulo não escolheu os vulneráveis;

São Paulo não escolheu os sem teto;

São Paulo não escolheu os sem energia elétrica;

São Paulo não escolheu os sem túmulo ou oração nas capelas;

São Paulo não escolheu os dependentes químicos;

São Paulo não escolheu a escola em tempo integral do ensino fundamental;

São Paulo não escolheu ressarcir os que perderam os que perderam alimentos e equipamentos com as falhas de energia;

São Paulo não escolheu os que buscam consultas, remédios e tratamento nos postos e hospitais municipais que não podem pagar;

São Paulo não escolheu o progresso, escolheu a continuidade do mesmo, o medo da rua, o medo do mais pobre, o medo do drogado, o medo da sinceridade e da educação.

Que São Paulo tenha coragem de fiscalizar e cobrar para que não tenhamos mais pessoas jogadas na chuva, sem energia, sem remédios, sem médicos, sem ensino em tempo integral, sem tratamento digno da guarda municipal.

Força São Paulo, não foi desta vez, mas espero que sejamos mais conscientes

amanhã.