Preta Gil: Força Transcendente

Mais do que uma artista talentosa, Preta foi um verdadeiro marco, uma força da natureza que deixou marcas indeléveis na música, na cultura e na luta por uma sociedade mais justa e alegre.

Uns dias atrás, estava eu tendo uns sonhos com a música “Preta, Pretinha”, dos Novos Baianos. Pra quem está conhecendo o MPBverso, a Tropicália, a canção é mais antiga – de 1972. Dois anos depois, nascia Preta Maria Gadelha Gil Moreira, talvez a mais emblemática dos filhos de Gilberto Gil – e também uma das mulheres avant-garde, falecida neste domingo (20).

Os estudiosos das comunicações poderão descrever ela, quem sabe, numa das Mulheres do Século XXII que passaram por aqui. Num universo onde a magreza extrema, a objetificação feminina, negra e LGBTQIA+, os “comportamentos” travestidos de discriminação eram normas, Preta trouxe ao público um martelo para quebrá-las. E fez isso com a sua autenticidade, simplicidade, versatilidade e muita empatia.

Axé, Preta!

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