Sobre a IA e os Plágios Humanos

Adele quebra recorde no Spotify com "Easy On Me"

Adele: julgada e, popularmente falando, condenada no Brasil – por plágio!

Oi pessoal,

Estes dias duas coisas foram parar na home de meu feed. Ambas, aliás, intrigantes para todos nós. Falo aqui do processo de plágio contra Adele, que pode voltar a estaca zero aqui no Brasil, e da já conhecida banda feita com IA.

O que ambas possuem em comum? Primeiro, o debate sobre direitos autorais envolvendo o uso da “nova” tecnologia. O segundo, pasmem, é São Paulo. A banda ficou “famosa” aqui, segundo o app Spotify (que também tem um pé fincado com a tecnologia).

Não sou das IAfóbicas, que pensa que vai tudo acabar com a IA. Eu estudo sobre a Inteligencia Artificial e posso atestar aqui, como escrevi no site: “o calor da criação humana, vista nos vídeos mais bobinhos que há no YouTube, comparado a frieza e os movimentos batidos feito pelo prompt. Aí mostra que o gerador ainda não está no ponto de buscar chegar a um nível de realismo e de autenticidade humana – e talvez nem chegue”.

Leia no Urbanna

Agora, voltamos ao julgamento da década aqui no país (musicalmente falando). Sabe-se que houve uma derrota de uma batalha (mas não a guerra judicial) de Toninho Geraes contra Adele e sua equipe: a pedido da Universal Music, o processo deixou o Rio de Janeiro por “alegada incompetência jurídica” e foi para São Paulo. E como ficam as provas, depois de uma longa batalha e falta de reconhecimento? Largadas ao vento, por conta da chamada “burrocraria humana”?

E sabe o que é pior: em 2015, quando lançou o tal disco, Adele foi vetar o disco dela (e sua discografia) do streaming. Haviam elogios à isso na ocasião – até de brasileiros, mas foi bom que veio para o streaming. Foi bom pois serviu como uma luz à um debate: até onde os limites das inspirações de um artista anglo-saxão são inspirações, de fato, e onde são plágio?

Hoje, ela busca que aquela canção – julgada popularmente como plágio, volte ao streaming. Mas o Brasil está fechado com Toninho – e Martinho, também.

Leia no Urbanna

Aliás, pra finalizar, tem uma resenha muito bacana do novo disco do Daniel Siebert e uma playlist celebrando o Dia do Rock de uma maneira diferente: fazendo a volta ao mundo digna e descobrindo cada banda incrível – até na Asia.

E entre tantas fases, backups, redes sociais e etc. Chegamos ao 16º aniversário do Urbanna neste sábado (19). É uma honra estar continuando a escrever para o público e trazendo, da melhor forma, a informação e a análise. Seja na música ou no seu bastidor.

Vou fazer uma confissão aqui: quando escolhi o nome Urbanna (por volta de 2013 a 2014), pensei em desenhar um festival de rock e pop para sua celebração. Era o auge do Emo, mas com o luto do público pela saída da MTV na TV aberta. Isso não saiu ainda do papel, nem tenho uma equipe que daria pra dar conta dessa ideia, mas não saiu dos objetivos (talvez lá pro 20º aniversário, quem sabe?).