Recentemente, a retórica nas redes é de preocupação, vigilância e busca da sobrevivência do que é de fato a internete deve continuar. As evidências pós denúncias sobre a adultização na infância e adolescência podem ser boas, porém não todas são boas e precisamos pontuar.
Uma vez que não é discutido ainda no Congresso sobre como reestruturar os Conselhos Tutelares no Brasil e sequer abriram debates sobre a proteção aos menores no ambiente online, tanto os congressistas deste país como outros buscam atender os desejos das Big Techs: mais dados pra mim, nada de direitos digitais para vocês.
Como? Por projetos de lei que buscam fazer com que o usuário tenha que informar, pra cada rede social ou plataforma que tenha cadastro, que é maior de idade. Só que aí vem uma coisinha que precisa ser debatida: pelo projeto, ela pode ser feita sem o consentimento do usuário – o que abre o precedente polêmico: os nossos dados podem parar nas mãos de tiranos, novamente.
Estes tiranos aproveitam das oportunidades de preocupação social, buscam estar ali dizendo “estou aqui pra te defender” e depois escancara a fagocitose social: você se tornou a mais nova vítima desse grupo que adoraria ser o Big Brother social, mas na realidade quer transformar em realidade, para todos nós, O Conto de Aia.
O reality show que é conhecido mundialmente só tem esse nome graças a essa obra: 1984, de George Orwell. A obra, que foi adaptada para o cinema, mostra claramente o quanto a sociedade está sendo cada dia mais acrítica e manipulada por grandes barões.
Aviso: lá no site, falei de outra obra que complementa sobre o anseio desse grupo, que é o Fahrenheit 451.
Sobre o futuro desse debate, que é internacional, as sugestões são fortes: 1984, Conto de Aia e o documentário “O Dilema das Redes”. Nesta última, os ex-engenheiros de softwares de várias Big Techs provam como estas precisam de uma regulamentação seria e prudente, uma vez que elas estão atrás da extração de dados travestidas pela falsa preocupação social (ou seja, uma associação indireta com o grupo da tirania).
Logo, talvez os autores destas obras, os ex-engenheiros e até mesmo o autor Byung-Chul Han possam despertar em cada um de nós o senso de responsabilidade, de crítica e de vigilância sobre um possivel maquiavelismo digital. A falsa preocupação e vigilância vinda deste grupo abre precedente para uma tirania acrítica, com um falso consentimento social. E se você já acompanhou Harry Potter, sinto informar: largue essa obra imediatamente por razões obvias.









