A razão às vezes nos cega

A razão às vezes nos cega.

Certezas e confianças frustradas, voltar a ter esperança e força para encontrar a paz, difícil.

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O direito antes de ser positivo é natural. A justiça antes de ser mercadoria deve ser humana. O julgamento segue o mercado, nem sempre a justiça segue a humanidade.

O crime não esperado pode ser consumado, culposo ou doloso.  Teremos vítimas, mas pode ser legítima defesa ou famélico, decisão subjetiva do delegado, promotor e do juiz.

Julgar a intenção do acusado passa por conhecer o mesmo, saber as razões suas e de outros, ouvir as narrativas da acusação e da defesa não nos traz a certeza, da vítima, se ela ainda existir, das testemunhas e das provas materiais ou virtuais. 

A reconstituição dos fatos é feita de saberes políticos, existe uma condenação do acusado sempre noticiada. A resistência do acusado fica à prova, se esse não suportar a pressão, vai ouvir a narrativa raivosa e aceitar a culpa sua, ou não.

Ao final, na sala da justiça, quem desconhece a vítima, vai conhecer o acusado, saber os fatos, ouvir testemunhas, a acusação e defesa.

Depois, na sala interna da sala da justiça, sentados à mesa, sete vão responder às perguntas do juiz para decidir o veredicto. Ao final, se conta os votos, absolver ou condenar cada item perguntado, para liberar ou contar o tempo da prisão, regime fechado ou aberto.

Ao terminar, na sala da Justiça, condenado vai o acusado ouvir a sentença e a certeza do seu abandono, absolvido vai deixar de ser réu, mas nunca de ser o acusado, se condenado, terá uma pena a cumprir.

Vamos além, condenado vai cumprir o prazo para se redimir e estar apto para o mercado 

Absolvido vai voltar para a casa e buscar a paz, mas ninguém nunca se esquece, seja de que foi acusado, mesmo absolvido ou cumprindo a prisão. Quem cumpre a pena por regra deve ser reintegrado na sociedade.

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