Antes de ler: este post não irá contar com os vídeos do canal oficial do Eurovision, devido ao desapontamento visto pela redação.
Acabou o que deveria ter sido a festa do Eurovision em 11 de maio de 2024. Se cumpridos todos os protocolos de segurança, se cumpridas todas as recomendações da Corte de Justiça Internacional, se cumpridas todas as devidas transparências nas informações – afinal, a Europa já entrou na nova Lei de Mídias, esta festa não se transformou num enterro como foi.
Aliás, podemos dizer que uma refundação da EBU seja mandatória. Pra um fã brasileiro, seja o mais simples ou o mais assíduo, 2024 foi o ano da vergonha. A começar pelos ataques dos chamados “parvos” no Festival da Canção ao talentoso Léo Middea, que terminou no Top 3. Se, por acaso, ele fosse o vencedor e não iolanda e seu “Grito”, talvez até o Itamaraty cairia em cima da organização do festival para que nenhum problema ficasse pra “debaixo do tapete” – como fizeram ao ignorar os pedidos do público ainda no ano passado.
Neste caso, o “Grito” acabou se transformando em algo além da própria canção – tornou-se um manifesto, junto a outras canções da temporada, para a refundação do festival. Porém, não será o maior dos hinos, devido aos episódios ocorridos quem ficou com este título foi “Europapa” do Joost Klein – que ainda não voltou aos Países Baixos, devido a investigação criminal ainda em andamento.
A canção campeã foi “The Code”, de Nemo, representante da Suíça. Artista não-binário, quase teve sua bandeira removida pela organização que tanto falou em inclusão, mas praticou esta e outras exclusões e agora prestará contas até mesmo pra União Européia.
Sobre a canção delu, “The Code” pode se traduzir numa opereta pop-rap muito bem executada vocalmente, falando sobre a escolha de ser uma pessoa, em primeiro lugar, no lugar de adotar um dos chamados modelos binários. Uma profissional de canto reagiu a seu clipe em março e rasgou de elogios pelas mudanças vocálicas, sem perder a qualidade. De fato, era uma vitória muito bem recebida para quem acaba de ser o primeire, desde Céline Dion, a vencer o festival.
O segundo lugar foi para outra grande favorita “Rim Tim Tagi Dim”, de Baby Lasagna, da Croácia. A efervescência do Rock, somada aos ritmos folclóricos, valoriza e muito a sua apresentação. Uma curiosidade que acrescentamos é que Baby quase não concorreu na final nacional croata – ele era suplente e conseguiu a vaga graças à uma desistência. Deu tudo certo a quem deu o melhor resultado da história do time!
E o terceiro lugar foi para a rainha das semifinais: Ucrânia estava no posto #2 da ordem de apresentações (que ano após ano era dado à Albânia, que não se classificou à final). Como havíamos dito sobre a primeira semifinal, a EBU peitou todas as nações que tinham artistas com posicionamentos claros sobre a segurança do evento, mas esqueceu que a nação do trigo colocou um xeque-mate com a fotografia impecável, a arte com a mensagem. E tudo isso elevou a canção pop gospel.
O quarto lugar foi para a França, que podemos chamar de a grande campeã dos Bigs. Slimane é um artista muito renomado do chamado hexágono quando aceitou cantar para o time ainda no ano passado e “Mon Amour” se transformou na maior e melhor mensagem de amor da temporada.
Não falaremos do quinto lugar, pois afinal, era o país problemático da temporada. Além disso, uma campanha que circulou na internet pelo governo daquele país foi responsável pela chamada “grande camuflada” no resultado final, que só teve 52 pontos do júri. Se não fosse a desclassificação, poderia ser… o próprio “Europapa”.
Confira o ranking da final de 2024
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Suíça – “The Code”, de Nemo – 591p (365 de júri)
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Croácia – “Rim Tim Dagi Dim”, de Baby – 547p (210 de júri)
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Ucrânia – “Tereza and Maria”, de Alyona Alyona & Jerry Heil – 453p (146 de júri)
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França – “Mon Amour”, de Slimane – 445p (218 de júri)
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“Hurricane/October Rain”, de Eden Golan – 375p (52 de júri)
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Irlanda – “Doomsday Blue”, de Bambie Thug – 278p (142 de júri)
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Itália – “La noia”, de Angelina Mango – 268p (164 de júri)
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Armênia – “Jako”, dos Ladaniva – 183p (101 de júri)
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Suécia – “Unforgettable”, de Marcus & Martinus – 174p (125 de júri)
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Portugal – “Grito”, de Iolanda – 152p (139 de júri)
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Grécia – “Zari”, de Marina Satti – 126p (41 de júri)
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Alemanha – “Always on the Run”, de Isaak – 117p (99 de júri)
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Luxemburgo – “Fighter”, de Tali – 103p (83 de júri)
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Lituânia – “Luktelk”, de Silvester Belt – 90p (32 de júri)
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Chipre – “Liar”, de Silia Kapsis – 78p (34 de júri)
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Letônia – “Hollow”, de Dons – 64p (36 de júri)
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Sérvia – “Ramonda”, de Teya Dora – 54p (22 de júri)
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Reino Unido – “Dizzy”, de Olly Alexander – 46p (apenas pontuado pelo júri)
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Finlândia – “No Rules!”, de Windows95man – 38p (7 de júri)
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Estônia – (nendest) narkootikumidest ei tea me (küll) midagi
5miinust & Puuluup – 37p (4 de júri) -
Georgia – “Firefighter”, de Nutsa Buzaladze – 34p (15 de júri)
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Espanha – “Zorra”, de Nebulossa – 30p (19 de júri)
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Eslovênia – “Veronika”, de Raiven – 27p (15 de júri)
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Áustria – “We Will Rave”, de Kaleen – 24p (19 de júri)
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Noruega – “Ulveham”, de Gåte – 16p (12 de júri)
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Países Baixos – “Europapa”, de Joost Klein – Desclassificado (58 pontos de júri)
Agora, vamos falar dos imbróglios ocorridos no Brasil. A comunicação dada às pressas pelo aplicativo de TV paga sobre a transmissão da final não apenas pegou todos de surpresa, como também de indignação.
O corte da emissão original do YouTube faltando apenas 1h da grande final, sem qualquer aviso prévio por semanas ou meses por parte do aplicativo e da EBU, não atraiu em nada o público brasileiro assíduo do festival. Isso atrapalhou até mesmo as tradicionais reuniões de fãs e despertou múltiplas e múltiplas queixas, através das mensagens lidas por mim e pelos administradores do Eurovision Brasil.
A transmissão original só pode ser vista no YouTube para o país, por voltadas 3h da manhã do domingo (12).
Como o Brasil possui uma emissora associada ao órgão, ficam as perguntas e respostas que logo serão respondidas, junto à todas as medidas necessárias para que desde o artista até o fã brasileiro recebam o devido respeito de todas as partes.
Eu gostaria muito de falar da segunda semifinal, que acompanhei em parte e tinha vários nomes muito bons, mas as últimas tristes novidades acerca do evento me fizeram em abster até esta publicação final da temporada 2024.









